Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado na biblioteca da Alepe

LEITURA – Alunos da rede pública participam de atividades lúdicas durante programação especial na biblioteca da Alepe. Foto: Gabriel Costa

O Dia Nacional do Livro Infantil foi celebrado com uma programação cultural, promovida pela biblioteca da Alepe, nesta sexta (17). O evento, idealizado pela gerente do espaço, Sirlênia Araújo, contou com atividades de desenho, leitura e com a presença da escritora e contadora de histórias, Cecília Dantas. 

A ação reuniu alunos e professores da rede pública de educação de Pernambuco, como Flávia Coutinho, coordenadora da Creche Municipal Ana Rosa Falcão de Carvalho. Ela destacou o valor pedagógico das atividades. “É fundamental que as crianças compreendam que existem outros espaços de participação e aprendizado, para além da creche e da escola”, afirmou.

O objetivo principal da iniciativa foi estimular o hábito da leitura de forma interativa e dinâmica, aproximando as crianças do universo literário e incentivando o desenvolvimento da imaginação e da criatividade. Outro aspecto relevante do evento foi a apresentação de trabalhos de autores pernambucanos aos estudantes. 

Com cerca de 20 anos de tradição, as ações de incentivo à leitura da Alepe alcançam o público infantojuvenil local. Sirlênia Araújo destacou que as edições anuais de atividades como essa fortalecem o vínculo com a literatura desde cedo. “Ao longo dos anos, oferecemos uma programação diversificada, com oficinas e encenações de histórias infantis clássicas, que são marcadas também pela doação de livros”, detalhou. 

A escritora Cecília Dantas, autora de uma das obras trabalhadas no evento, defende que bibliotecas fixas são grandes parceiras para assegurar o direito à leitura. “Esses espaços são essenciais e não podemos nos afastar disso, por isso são louváveis os esforços nesse sentido”, declarou. 

Ao fim, exemplares da coleção “Alepinha Literária”, ação da Alepe que traduz os temas do Poder Legislativo para crianças, foram distribuídos. As obras estão disponíveis em formato digital aqui.

Café com Poesia homenageia Joaquim Nabuco no Dia do Nordestino

CULTURA – Atividade da Biblioteca da Alepe reuniu poesia popular e versos em francês. Foto: Jarbas Araújo

No Dia do Nordestino, comemorado em 8 de outubro, o projeto Café com Poesia, promovido pela Biblioteca da Alepe, prestou homenagem nesta terça à obra poética de Joaquim Nabuco (1849-1910). O evento atestou que o patrono do Legislativo Estadual é um dos pernambucanos mais cosmopolitas e multifacetados da história. A ação ocorreu na sede da Aliança Francesa do Recife, no bairro do Derby, em cooperação com a diretoria cultural da instituição de ensino.

De acordo com a gerente da Biblioteca da Alepe, Sirlênia Araújo, a essência do Nordeste está tanto na obra de grandes intelectuais nascidos na região, quanto no trabalho dos poetas populares que cantam a história, as lutas e as alegrias da terra através de suas rimas. “Essa junção, no Café com Poesia, é um convite para refletirmos sobre a trajetória de Joaquim Nabuco que, apesar de ser um diplomata, político, embaixador e poeta, nunca se desvinculou de suas raízes”, lembrou. 

Inéditos

No evento, houve apresentação do Coral Vozes de Pernambuco, formado por servidores e colaboradores da Alepe, e recitação de versos pelo poeta popular Júnior Vieira e pelo cordelista Cícero Lins de Moura. Já as estudantes da turma avançada da Aliança Francesa apresentaram poesias escritas em francês por Nabuco, ainda não traduzidas para o português, extraídas dos livros “Amour et Dieu”, de 1874, e “Pensées detachées et souvenirs”, de 1906 (‘Amor e Deus” e “Pensamentos separados e lembranças”, respectivamente, em livre tradução).

CANTO – Coral Vozes de Pernambuco se apesentou na Aliança Francesa. Foto: Jarbas Araújo

A responsável pela Diretoria Cultural da Aliança Francesa do Recife, Azillis Pierrel, acredita que a França foi um lugar importante para que Nabuco, ainda jovem, construísse a figura pública e política que se tornou. “O idioma francês permitiu a ele fazer trocas com intelectuais de outros países que também estavam em Paris e desenvolver ideias, como, por exemplo, o pensamento abolicionista”, disse. Sobre a utilização pedagógica da obra de Nabuco para o ensino do francês, Azillis ressaltou a importância de as estudantes participantes do evento se darem conta de que têm, sim, a capacidade de recitar poesia em outra língua e de apreciar as palavras e expressões escolhidas pelo autor.

Biografia

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (1849-1810) atuou como jurista, político, diplomata, abolicionista, jornalista, memorialista, historiador e poeta. Ele é um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL). 

Oriundo de famílias ligadas à aristocracia portuguesa e a cristãos novos estabelecidos no Brasil, Nabuco nasceu em Recife no dia 19 de agosto de 1849 e passou parte da infância no Engenho Massangana, localizado no município do Cabo de Santo Agostinho (Litoral Sul). Morou ainda no Rio de Janeiro e passou por alguns países europeus, incluindo a França. 

Foi autor de diversas obras, entre elas, “O abolicionismo” (1883) e “Minha formação: memórias” (1900). Atuou também como um dos mais importantes diplomatas do Brasil imperial, sendo um fervoroso defensor do fim da escravidão no país. Morreu em Washington, no Estados Unidos, em 17 de janeiro de 1910.